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N'o Globo: Restaurantes da Praça da Bandeira se unem para formar polo gastronômico

Matéria de Maurício Peixoto, na coluna Bairros - Rio




Foto: Hermes de Paula

RIO - A região é um ponto de ligação entre a Zona Norte e o Centro do Rio. Mas há tempos a Praça da Bandeira deixou de ser apenas um local de passagem. Os bares e restaurantes ali inaugurados vêm atraindo cada vez mais a atenção do carioca.

Foi em 2002 quando o primeiro deles, o Aconchego Carioca, chegou na Rua Barão de Iguatemi. Inspirado por ele, chegaram também o Bar da Frente, o Botto Bar, o Santa Filomena e o Dida Bar e Restaurante, inaugurado em dezembro do ano passado.

— Vou ser sincera, não imaginava que o local cresceria tanto. Abrimos um bar aqui porque estávamos sem grana e o aluguel era mais barato. Tudo aconteceu de maneira muito rápida. Fico feliz de ter dado o pontapé inicial. Mas foi por acaso — lembra Kátia Barbosa, proprietária do Aconchego Carioca, famoso por iguarias como o bolinho de feijoada. — As pessoas que hoje são donas dos outros bares frequentavam o Aconchego.

Foram eles que ajudaram a região — antes erma e escura e lembrada sempre por causa das ruas que ficavam alagadas durante as chuvas de verão — a se transformar num point. Buscando a consolidação do local, os comerciantes pretendem criar um polo gastronômico. Para isso, contam com a ajuda do vereador Rafael Aloísio Freitas, autor de um projeto de lei que está para ser votado na Câmara, ainda sem data definida.

— A criação do polo se faz necessária, tendo em vista o grande crescimento da cultura gastronômica na região. O comércio local é importante para a arrecadação de impostos municipais. É imprescindível para a Praça da Bandeira a existência de projeto que viabilize a organização da economia da região — explica Freitas, que é morador do Grajaú e frequenta o local com amigos.

Mariana Rezende, do Bar da Frente, que tem exatamente esse nome por estar do outro lado da calçada do Aconchego, diz que a criação do polo é muito conveniente.

— Não nos encaramos como concorrentes, pelo contrário, somos muito amigos e unidos. Acreditamos que a união faz a força. Somos a favor desse polo, que vai nos dar mais força para podermos reivindicar junto ao poder público melhorias para a região — diz Mariana.

Aberto em dezembro, o Bar da Dida é o mais novo estabelecimento do pedaço. E parece que já pegou a essência inovadora do lugar. Entre petiscos diversos, além de atrações musicais todas as semanas, o restaurante aposta em um cardápio de comida afro-brasileira. Todo terceiro sábado do mês, durante o Afro Gourmet, o local oferece pratos típicos nacionais e do continente africano.

— E para ficar ainda mais legal, tem uma roda de jongo — conta a proprietária Dida, ao lado de dois dos seus filhos que trabalham no bar.

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